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Novo Acordo Ortográfico

 

Muito se falou sobre o Novo Acordo Ortográfico e alguns até duvidaram de que ele realmente seria efetivado. O fato é que agora é pra valer. Foi dada a largada em 1º de janeiro de 2016, lembrando que a sua implementação no Brasil seguiu os seguintes parâmetros:

  • 1990 – O Novo Acordo Ortográfico foi assinado, mas não houve uma implementação oficial.

  • 2009 – Vigência ainda não obrigatória.

  • 2010 a 2012 – Adaptação completa dos livros didáticos às novas regras.

  • 2013 – Vigência obrigatória em todo o território nacional, mas, como houve  muitas polêmicas e críticas,  o governo adiou o prazo.

  • 2016 – Término do prazo de adaptação e vigência obrigatória do Novo Acordo.
     

Como a sequência das datas acima mostra, querendo ou não, todos deverão seguir as novas regras, pois o prazo para a adaptação acabou. As mudanças principais são o fim do trema, alterações da forma de acentuar palavras com ditongos abertos e que sejam hiatos, supressão dos acentos diferenciais e dos acentos tônicos, novas regras para o emprego do hífen e inclusão das letras w, k e y ao idioma. A única possibilidade agora é escrever ideia, assembleia, onomatopeia, jiboia, voo, enjoo, linguiça, tranquilo, contrarregra, ultrassonografia, micro-ondas, micro-organismo etc. A grafia correta das palavras, conforme as regras do Acordo, podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL). Não espere encontrar por lá o significado delas, pois o que eles disponibilizam é um vocabulário e não um dicionário.

A explicação mais usada para o Novo Acordo é a unificação ortográfica (restringe-se à língua escrita, não afetando aspectos da língua falada) da Língua Portuguesa em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa): Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Cabo Verde, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. A grande pergunta é: se a língua é a expressão cultural de identidade de cada povo por excelência, patrimônio de cada um de nós e, como um organismo vivo, se modifica ao longo do tempo conforme influências e premências diversas, como se pode unificá-la e impor mudanças aos seus falantes naturais? Da mesma forma com que a norma culta é imposta para que se possa escrever de modo inteligível a todos, restringindo coloquialismos, regionalismos e variantes que poderiam atrapalhar a comunicação em larga escala, o Novo Acordo veio para que os 9 países tenham maior integração entre si e mais expressividade no cenário mundial.

Com a unificação linguística alcançaremos maior representatividade e prestígio social da língua no cenário internacional. Na ONU, por exemplo, somente a partir de 2008 começou a haver tradução simultânea e possibilidade do Português ser utilizado nas intervenções de abertura e debate geral. O mercado editorial se ampliará e o lucro será maior ao se poder publicar uma mesma obra nos 9 países, uma vez que a Língua será uma e facilitará divulgação do idioma e respectiva literatura.

Não é necessário que haja aversão às alterações. A reclamação de muitas pessoas é que, depois de internalizada uma regra, é difícil desaprendê-la. Com a intenção de tornar tudo isso mais fácil, publicarei semanalmente algumas explicações aqui específicas do Novo Acordo, pois acredito que a melhor maneira de adaptação é aprender pouco a pouco. Sabe aquela história: devagar se vai ao longe? Pois é, penso que o ensinamento adquirido gradativamente é melhor assimilado. O segredo é estudar e ficar em contato com as novas regras ortográficas da  língua portuguesa. Parabéns, o primeiro passo foi dado, você está no lugar certo!

Obs.: Tenha sempre por perto um manual resumido do Novo Acordo. Ficou em dúvida? Consulte-o na mesma hora. Com o tempo, as consultas diminuirão e todo o conteúdo será assimilado com facilidade.