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Uso do Hífen

As regras de emprego do hífen (-) são numerosas e possuem várias exceções e incoerências, por isso considero uma das partes mais complicadas da Língua Portuguesa. Torna-se, portanto, indispensável que estejamos sempre estudando o assunto e nos atualizando com muitos exercícios. Foi justamente com a intenção de auxiliar o estudo de alunos, concurseiros, professores e estudiosos da área, que preparei esta apostila com 40 exercícios e gabarito comentado. Não deixe de dar uma atenção especial a esse gabarito, pois ele contém informações valiosas para o seu estudo.

Vamos começar pelas FUNÇÕES DO HÍFEN:


Unir palavras compostas

Ex.: verde-claro, beija-flor, terça-feira...


Unir palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos

Ex.: contra-ataque, micro-ondas...


Separar sílabas de palavras

Ex.: a-ce-to-na, con-ser-va-dor...

Separar sílabas ao final da linha (translineação)

Ex.: Semana passada estive em São Paulo, mas não consegui aproveitar nada, pois choveu o tempo inteiro.

Marcar a ênclise (pronome depois do verbo) ou a mesóclise (pronome no meio do verbo)

Ex.: Entregue-me o relatório. / Dar-te-ei os parabéns amanhã.

REGRAS DO HÍFEN


Usa-se o hífen nas seguintes situações:

Nos adjetivos compostos.

Ex.: verde-claro, surdo-mudo, nova-iorquino...


Nas palavras compostas em que os elementos da composição têm acentuação tônica própria e formam uma unidade significativa, sem elementos de ligação.

Ex.: arco-íris, segunda-feira, mesa-redonda, beija-flor, bem-te-vi...

Em palavras compostas sem elemento de ligação, quando o primeiro elemento está representado pelo advérbio mal e o segundo elemento começa por vogal, H ou L.

Ex.: mal-afortunado, mal-humorado, mal-limpo...

Em palavras compostas sem elemento de ligação quando o primeiro elemento está representado pelo advérbio bem.

Ex.: bem-estar, bem-humorado, bem-vindo...

Cuidado! Benfeito, benfeitor, benfeitoria, benfazejo, benquisto, benquerença, bendizer, bendito.

Nas palavras com os prefixos pós, pré e pró (tônicos).

Ex.: pós-simbolismo, pré-vestibular, pró-russo...

Nas palavras com sufixo de origem tupi-guarani (açu, guaçu e mirim).

Ex.: capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim...


Nas palavras que ocasionalmente se combinam, formando um encadeamento vocabular.

Ex.: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo...

Na união de prefixos e falsos prefixos, quando o segundo elemento iniciar com H e quando as letras no fim do prefixo e no início da palavra forem iguais.

Ex.: pré-história, super-homem, mal-humorado, mega-homenagem...

anti-inflamatório, micro-ondas, hiper-realismo, sub-bairro...


Nas palavras com o prefixo sub se o elemento seguinte iniciar com R ou B.

Ex.: sub-raça, sub-reitor, sub-região, sub-bairro...

Obs.: Se a palavra seguinte iniciar com H, o hífen é facultativo (sub-humano ou subumano, sub-hepático ou subepático). Note que, quando não se usa o hífen, perde-se a letra H.


Nas palavras com os prefixos circum e pan se o segundo elemento iniciar com M, N ou vogal.

Ex.: circum-meridiano, circum-navegação, pan-americano...

Nas palavras com os prefixos vice, vizo, grã, grão, além, aquém, ex (anterior), recém, sem, soto(a), para (exceção: paraquedas e derivados dele).

Ex.: vice-reitor, vizo-reinado, grã-duquesa, grão-mestre, além-mar, aquém-mar, ex-aluno, recém-casado, sem-terra, soto-pôr, sota-general, para-raios...

Nas palavras com ab, ob, ad e sob se o elemento seguinte começar com R.

Ex.: ab-rupto (ou abrupto), ob-rogar, ad-renal (ou adrenal), sob-rojar...

Nos nomes geográficos (topônimos) compostos pelas formas grã, grão, por forma verbal ou ligados por artigo.

Ex.: Grã-Bretanha / Grão-Pará / Passa-Quatro / Entre-os-Rios...


Nos compostos que designam espécies botânicas, zoológicas e áreas afins, ligados ou não por preposição ou outro elemento.

Ex.: bico-de-papagaio, dente-de-leão, lebre-da-patagônia, pimenta-do-reino...

Não se usa o hífen nas seguintes situações:

Nas palavras que perderam a noção de composição.

Ex.: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas (e derivados)...

Nas palavras com elementos de ligação.

Ex.: lua de mel, água de coco, café com leite, pé de moleque, dia a dia...

Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, ao deus-dará, à queima-roupa, pé-de-meia, pé-d’água, pau-d’alho, gota-d’água, cola-de-sapateiro, pão-de-leite.

Nas palavras com o prefixo co.

Ex.: coobrigação, coordenar, cooperar, coautor, coerdeiro, cosseno...

Nas palavras com o prefixo re.

Ex.: reescrever, reescrita, reeleito, reerguer...

Nas palavras com os prefixos in e des se o elemento seguinte iniciar com H (essa consoante cai).

Ex.: inabilidade, desumano...

Nas palavras com os prefixos quase e não.

Ex.: não verbal, não fumante, quase delito, quase domicílio...

Nas palavras em que o primeiro elemento termina por vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente.

Ex.: aeroespacial, agroindustrial, socioeconômico, neoimperialismo, sobreaquecer, semiárido...


Nas palavras em que o primeiro elemento termina por vogal e o segundo elemento começa por R ou S, devendo duplicar essas consoantes.

Ex.: ultrassonografia, antirreligioso, antessala, autorregulamentação, contrarregra, contrassenha...

DICA:

Uma dica que pode auxiliar você com muitas palavras (não todas).

Os diferentes se atraem: autoescola, antiaéreo, seminovo, microcomputador...

Note que letras diferentes se juntam – os diferentes se atraem.

Os iguais se repelem: anti-inflamatório, micro-ondas...

Note que letras iguais se separam – os iguais se repelem.


Vamos aos exercícios!



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